
O Prumo!
Pregação: 23/08/06

7 - 7 Mostrou-me também assim: eis que o senhor
estava junto a um muro levantado a PRUMO, e
tinha um PRUMO na mão.
7 - 8 Perguntou-me o Senhor: Que vês tu,
Amós? Respondi: Um PRUMO. Então disse
o Senhor: Eis que eu porei o PRUMO no
meio do meu povo Israel.
Deus coloca um fio de prumo para "verificar se a parede preenche os requisitos. É evidente que Israel ficaria aquém das exigências divinas e seria rejeitado. ... O contínuo apelo de Israel ao mal não oferecia esperança de seu arrependimento e, por isso, o profeta não intercede mais. O reino do norte deve ser conquistado pela Assíria, e ser levado em cativeiro."
Talvez as palavras de Deus nos versos 7 e 8 tenham feito Amós saber que os israelitas não se arrependeriam, e por esta razão, não haveria esperança. Nesse momento, a mensagem parece semelhante às palavras de Jesus, quando chorou sobre Jerusalém. Veja Mateus 23:37-39.

Na terceira visão, Deus faz mais do que mostrar. Ele pergunta a Amós: "‘O que você está vendo?’" (7:8,). Ele quer que o profeta olhe cuidadosamente na visão e perceba o significado desse instrumento. Um fio de prumo não sugere destruição imediata, mas um instrumento de prova e de tomada de decisão. Deus está ativamente presente em Israel. Ele vai medir Seu povo para ver se ele se conforma com a medida, da mesma maneira como uma parede é conferida para determinar se está a prumo. A integridade moral e a retidão espiritual estão sob o exame minucioso de Deus.
Amós viu o Senhor em pé junto a uma parede com um fio de prumo na mão. A parede fora construída usando um fio de prumo. Agora Deus ia estender aquele fio de prumo no meio de Israel. O significado é claro. Deus construiu a casa de Israel de acordo com a medida de Seu próprio fio de prumo. Mas, com o passar do tempo, sua estrutura inteira ficou inclinada. Então, Deus mais uma vez chama Israel para responder por seus delitos.


Qual foi o fio de prumo que Deus usou para construir Israel?
Em (Deuteronômio 4:7-9,). Diz:
"‘Pois, que grande nação tem um Deus tão próximo como o Senhor, o nosso Deus, sempre que O Invocamos? Ou, que grande nação tem decretos e preceitos tão justos como esta lei que estou apresentando a vocês hoje? Apenas tenham cuidado! Tenham muito cuidado para que vocês nunca se esqueçam das coisas que os seus olhos viram; conservem-nas por toda a sua vida na memória. Contem-nas a seus filhos e a seus netos.’"
A justa lei e a atividade redentora de Deus, são Seu fio de prumo. Com este, Deus criou um povo distintivo e ordenou-lhe:"Sejam santos porque Eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo" (Lev. 19:2,). Israel é o povo de Deus. Ele o chamou.


Ele estabeleceu o concerto com Israel. Mas o povo escolheu seu próprio caminho, abandonou a lei e a justiça de Deus, e viveu uma vida de rebelião contra Ele. Deus segura o fio de prumo contra a vida de Seu povo escolhido e descobre que está em falta. Mas o povo parece que não está se importando. Amós está perplexo. Como ele poderia desafiar o direito de Deus de medir? Como ele poderia pedir para Deus adiar a prova? Ele não intercede, pois "os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos" (Sal. 19:9).


Justiça de Fio de Prumo
"Senhor, guia-me na Tua justiça, por causa dos meus adversários; endireita diante de mim o Teu caminho" (Sal. 5:8). O fio de prumo era usado para manter a parede da cidade na vertical. Por diversas vezes, na Bíblia hebraica, o conceito de estar "reto" ou "vertical" é utilizado para mostrar como Deus queria que fosse o Seu povo. Às vezes, a palavra até é traduzida como "justo", como em Números 23:10: "Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos [da palavra que significa "reto" ou "vertical"], e o meu fim seja como o dele!" Em numerosos outros textos, a palavra traduzida para "vertical" é utilizada em um sentido paralelo ao de "justiça" (veja Sal. 11:7; 32:11; 33:1). Assim, não só apresentando um fio de prumo, mas colocando-o "no meio do Meu povo de Israel" (Amós 7:8), Deus estava, de certa forma, colocando à frente de Seu povo o padrão divino pelo qual ele será julgado. Alguns comentaristas chamaram o fio de prumo de símbolo de justiça.
O fio de prumo parece ser um padrão de justiça usado como medida por um Deus de justiça. Israel deveria ser medido por esse padrão.


Vamos, experimente, disse o professor ao aluno,
entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro com
a mesma quantidade de pedras grandes, pedregulhos,
de areia e de água.
O aluno, começou a experiência colocando
a água, depois a areia, depois os pedregulhos
e por último, tentou colocar as pedras grandes.
Verificou surpreso, que elas não couberam no vaso.
Ele já estava repleto com as coisa menores.
Então, o professor explicou para o rapaz:


Em termos absolutos, se fôssemos medidos por um padrão de justiça estabelecido pelo próprio Deus, nenhum de nós poderia jamais sobreviver, pelo menos enquanto todas as nossas justiças forem "como trapos da imundícia" (Isa. 64:6). Até o próprio Israel, se tivesse que enfrentar um "fio de prumo" em seu meio, seria considerado insuficiente (se de fato esse fio de prumo representasse a justiça de Deus). Afinal, a única esperança de Israel teria que estar na perfeita justiça de Deus, concedida pela fé, uma fé que teria sido revelada em suas obras. O que parece estar acontecendo aqui é que Israel está à beira da destruição porque perdeu a fé em Deus e, assim, perdeu a cobertura de Sua justiça, a única justiça que poderia ser comparada com o fio de prumo. O primeiro a cair foi seu sistema de adoração. "Os altares idólatras de Isaque serão destruídos, e os santuários de Israel ficarão em ruínas". Os primeiros quatro dos Dez Mandamentos pedem adoração absoluta a Deus.


Este é o primeiro princípio da verdadeira religião. Mas Israel não aderiu a este princípio quando se voltou para Gilgal e Betel. Unicamente Deus é merecedor de nossa adoração. Quando não O adoramos, tudo se perde. Quando abusamos constantemente de Sua graça, quando negligenciamos continuamente Sua lei, Ele nos recusa Sua misericórdia. O segundo a cair foi o senso de segurança que Israel achou nos recursos passageiros da estabilidade política e da riqueza econômica: "Levantar-Me-ei com a espada contra a casa de Jeroboão" (7:9). O governo de Jeroboão trouxe prosperidade, novas fronteiras e satisfação própria. Tudo isso levou Israel a crer que Deus não Se esqueceria de Seu povo escolhido, não importa o que fizesse. Mas agora o veredicto está dado. Desvio espiritual, vazio moral e cobiça materialista não podem passar impunes. "A mensagem de Deus não é uma acusação impessoal, mas a expressão verbal de um Redentor que está aflito pelos erros e pela ingratidão daqueles a quem Ele redimiu."

No Amor de Cristo
Rosangela Colares
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