Hoje eu vou falar sobre o orgulho. Particularmente aquele que impede relações normais entre as pessoas. O que cria barreiras e cega. O que está em quase todo mundo, só que umas pessoas conseguem lidar mais facilmente com ele. Algumas têm a coragem de lutar contra e vencê-lo, elas se liberam. E ficam leves depois. Outras pessoas morrem afogadas no seu eu e se perdem.
É triste ver pessoas que não dobram o joelho. Não o físico, mas o da alma. Pessoas que se sentem grandes o bastante para não ter que baixar a cabeça. Que não pensam no que dizem e não admitem uma falha pessoal. Pessoas envenenadas do seu eu. Há tanta e tanta gente assim! Mas se essa atitude conduz a algum lugar, certamente não é ao céu. E se não caminhamos para o céu, que valor pode ter essa vida?
O mundo precisa de muito cimento, muita cola, muita tinta nova! Precisa de reconstrução, de renovação. E nós podemos ser esses restauradores, começando dentro de casa, com humildade e amor.
Eu sei que muitas coisas que digo parecem irreais. Não somos santos e diariamente temos que enfrentar um mundo que nem sempre nos oferece flores. Mas se ninguém mais plantar a bondade, a humildade, o amor real, a tolerância, dentro de algum tempo nada disso vai mais florecer na terra. Porém, se com insistência lançarmos nossa semente, podemos dizer que ainda há esperança. Podemos, todos, individualmente, ser pessoas melhores e isso não é utopia.