A Doutrina da Morte

A morte é um fato incontestável na vida da humanidade.
Ela deu início a sua ação macabra a partir da queda de adão ao
pecado. Neste Seminário apresentaremos apenas pontos
fundamentais acerca dessa doutrina.
O estudo sobre a morte tem por objetivo aclarar as verdades
acerca da morte; dissipar dúvidas relacionadas com a doutrina;
desfazer falsos conceitos acerca da morte, e fortalecer a
esperança que está além da morte.


I - QUATRO FATOS ACERCA DA MORTE
1.O fato necrológico - Há algo que sobrevive após a
morte?(Hb.9.27).
2.O fato antropológico - Diz respeito ao homem que morre.
Que sobrevive dele?
3.O fato escatológico - qual é a esperança cristã?
A ressurreição dos mortos em Cristo (I Co.15.51,52).
4.O fato pneumatológico - a parte espiritual.
Nossos corpos serão ressuscitados em corpos espirituais
(“SOMA PNEUMATIKON”) I Co 15.54.


II - A IDÉIA BÍBLICA DA MORTE
1. A Bíblia fala sobre a MORTE FÍSICA (II Sm. 14.14).
O que é morte física?
a)Separação das partes material e imaterial(Mt. 10.28; Lc. 12.4; Ec.12.7; Gn.2.7).
b)Sensação - da vida física (ou animal) - (Mt.2.20; Jo.12.25; 13.37,38; At.15.26; 20.24).
c)SAÍDA ou PARTIDA - a morte dá a idéia de Êxodus, isto é,
saída de um lugar para o outro; saída de um estado para outro
estado (Lc.9.31; II Pe.1.14-16).
d)Rompimento - do ser pessoal e espiritual nas
relações naturais da vida física.
e)DISTINÇÃO - para mostrar a diferença entre o
aspecto temporal e o eterno no homem.
2. A Bíblia fala sobre a MORTE ESPIRITUAL, que deve
ser entendida sob dois sentidos: negativo e positivo.
a)No sentido negativo é chamada: MORTE NO PECADO.
a1 - É um estado de vida separado de Deus e de sua comunhão.
a2 - É estar debaixo do pecado; sob o domínio do pecado(Ef.2.1,5).
b) No sentido positivo é chamada: MORTE PARA O PECADO.
b1 -A preposição PARA indica tempo, estado e destino.
b2 - Em relação a tempo: no passado, diz respeito ao
cancelamento da penado pecado; no presente, o crente
está fora do domínio do pecado (Rm.6.15); no futuro, o crente terá
a vida eterna, isto é, a redenção do corpo de pecado (Ap.21.27; 22.15).
3 - É o pecado espiritual do crente em Cristo.
4 - Em relação a destino, indica a conquista sobre o pecado
para uma vida onde não haverá ameaça de pecar.
5 - A Bíblia fala sobre a MORTE ETERNA - Ap.2.11
a)A 1ª morte é física; a 2ª morte é a morte eterna.
b)Morte eterna é a punição do pecado (Rm.6.23).
c)É chamada “CASTIGO ETERNO” - Mt 25.46, ouseja, a eterna
separação da presença de Deus e a impossibilidade de
arrependimento e Salvação.
d)É o último estado dos ímpios lançados no GEENA
(Ap.20.14,15; Mt.5.22.30; Mt.10.26; Mt.23.14-15,33)


III - A DISTINÇÃO ENTRE A PRIMEIRA E A SEGUNDA MORTE
1. A 1ª morte é física e morre-se uma só vez (Hb.9.26).
2. A 2ª morte é temporal e é para todos os homens,
justos e injustos.
3. A 3ª morte é espiritual e eterna (Ap.21.8).
4. A 4ª morte é restrita aos ímpios.


O ESTADO INTERMEDIÁRIO
Sempre houve muitas especulações acerca da vida além-túmulo.
O Estado Intermediário é um fato, cuja prova maior está em a
Bíblia afirmar que existe. Perguntas como:
“Há vida depois da morte?”
“Há algum tipo de conhecimento e consciência depois da morte?”
A Bíblia elucida todos esses assuntos, porque é o próprio
Deus falando.


I - O QUE É O ESTADO INTERMEDIÁRIO ?
1.É o estado das pessoas entre a morte física e a ressurreição.
2.É um lugar espiritual (não físico) onde as almas e
os espíritos dos mortos aguardam em consciência a ressurreição
de seus corpos.
3.Para os justos é o lugar de descanso, de repouso
provisório (Ap.14.13; Ap.6.10-11).
4.Para os ímpios, é o lugar de tormento (Lc.16.23).


II - VOCÁBULOS RELATIVOS AO ESTADO INTERMEDIÁRIO
1.Sheol (Heb.) e Hades (Gr.) são nomes dados ao Estado
Intermediário, porém, biblicamente diz respeito ao
reino da morte (Sl.18.5; II Sm.22.5-6).
2.Queber (Heb.) e menmeion (Gr.), duas palavras com o mesmo
sentido e significado: “sepultura, túmulo, sepulcro”
(Gn.50.13; Ex.14.11; II Sm.21.14; Ez.39.11)
3.Tártaro (Gr.), e Seiros (Gr.) significam ABISMO,
e diz respeito ao local (não geográfico) entre a habitação dos
espíritos, dos justos e ímpios (II Pe. 2.4).
É a habitação dos anjos caídos e mantidos em prisões
ou cadeias eternas.
4.Inferno (latim) que indica o Sheol-Hades, como
“as partes inferiores da terra” (Ef.4.9). Diz respeito ao mesmo
mundo dos mortos, chamado “Sheol-Hades”.
5.Geena (Gr.) refere-se ao último estado dos ímpios
após a 2° ressurreição. Geinon - vale dos gemigos dos meninos
(II Cr.28.3; 23.10).


III - O SHEOL-HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO
1.Antes do calvário - Velho Testamento.
a)Divide-se em três partes distintas:
1- 1° Parte - para os justos - PARAÍSO
2- 2° Parte - para os anjos caídos - ABISMO
3- 3° Parte - para os ímpios - TORMENTO
b)À divisão dos justos, podia-se chamar por:
“Seio de Abraão” (Lc.16.22); “Paraíso” (Lc.23.43);
“Lugar de Consolação” (Lc.16.25)
c)À divisão dos ímpios, podia se chamar por
“lugar de tormento” (Lc.16.23 a).
d)À divisão dos anjos caídos (ABISMO) é chamado por
“prisões eternas” (II Pe.2.4); “lugar de trevas” (Jd.6); “abismo” (LC16.26).
e)O Sheol-Hades é, no Velho Testamento, indicado como
“UM LUGAR” (não físico) que ficava em baixo, ou seja,
nas “partes inferiores da terra” (Ef.4.9)
2.Depois do Calvário - Novo Testamento.
a)Houve uma mudança no “mundo dos mortos”:
ele foi transladado para “o alto”, na presença imediata de Deus (Ef.4.9-10).
b)A mudança só aconteceu depois da vitória de Cristo sobre a
morte e o Sheol-Hades (Ap.1.17-18).
c)O “lugar de tormento” não sofreu mudança alguma,
continua em baixo.
d)É um estado de consciência e conhecimento (Lc.16.23).
e)Paulo disse ter ido ao 3º céu, antes dele ter morrido
fisicamente e lá ele viu e ouviu palavras inefáveis (II Co.12.2-4).


A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO
I Co.15.12-15
INTRODUÇÃO: A doutrina da Ressurreição se baseia sobre
o fato da ressurreição de Cristo.
Entretanto, a ressurreição corporal foi apenas a confirmação de uma doutrina que
já existia, desde que o homem pecou.
Cristo ressuscitou e isto, é um fato incontestável na história da humanidade.
Sobre esse fato foi fortalecido a doutrina.
A ressurreição deve ser estudado sob dois princípios básicos:
o histórico e o doutrinário.
Se este assunto dependesse apenas do princípio doutrinário, teríamos dificuldade para aceitá-la.
Entretanto, o princípio dá testemunho do fato da ressurreição.


I - O CARÁTER GERAL DA RESSURREIÇÃO
1.No Velho Testamento
a)Abraão cria na ressurreição (Gn.27.27; Hb.11.17-19).
b)Jó cria na ressurreição (Jó 19.25-27).
c)Um dos filhos de Core, cantor, salmodia com a crença
na vida além-túmulo (Sl.49.15).
d)O profeta Isaías cria e profetiza sobre a ressurreição (Is.16.19).
e)Daniel, o profeta, cria na ressurreição (Dn.12.2-3).
f)O profeta Oséias cria na ressurreição (Os.13.14).
2.No Novo Testamento
a)Declarada e ensinada por Jesus (Jo.5.28-29; 6.39-40,44,54;
Lc.14.13-14; 20.35-36).
b)Ensinada e reafirmada pelos apóstolos.
1-Anunciada a ressurreição de Jesus (At.4.2)
2-Paulo pregava a Jesus e a ressurreição em Atenas
(At.17.18) aos filipensese (Fp.3.11), aos coríntios
( I Co.15.20), aos tessalonisenses (Ts.4.14-18)
e diante do governador Felix (At.24.15).
c)Negada pelos Saduceus (Mt.22.23; Lc.20.27; At.23.8).
3.Ressurreições literais (física) na Bíblia
a)No Velho Testamento
1.Eliseu ora e o filho da sunamita ressuscita (II Rs.4.32-37).
2. O morto sepultado na sepultura de Eliseu ressuscita quando seu corpo toca os ossos de Eliseu (II Rs.13.20-21).
b)No Novo Testamento
1.Jesus ressuscita a filha de Jairo (Mt.9.24-25).
2.Jesus ressuscita o filho da viúva de Naim (Lc.7.13-15).
3.Jesus ressuscita seu amigo Lázaro em Betânia (Jo.11.43-44).
4.Jesus mesmo ressuscita da sepultura (Lc24.6). 5.Os santos mortos que ressuscitaram junto com Jesus
(Mt.27.52-53).
6.Pedro ressuscita a Dorcas, a tabita (At.9.37;40,41).
7.Paulo ressuscita o mancebo que caiu da janela (At.20.9-12).
4.Três tipos de ressurreição faladas na Bíblia
a)Ressurreição Nacional - que tem caráter espiritual,
mas é chamada “nacional” porque refere-sea uma renovação de Israel,
política, material e religiosa (Ez.37.1-14; Os.6.1-6).
b)Ressurreição Espiritual - refere-se ao novo ascimento em
cristo; tem um sentido simbólico e relativo
(Rm.6.11; Ef.2.1-6; II Co.5.17).
c)Ressurreição física - refere-se ao corpo sepultado que recebe
nova vida naquele corpo material. Esse tipo de ressurreição
deve ser entendida sob dois aspectos:
1.O sentido Temporal - refere-se à ressurreição física,
de alguma pessoa que milagrosamente volta à vida física,
conforme exemplos nas ressurreições literais (no ponto 3)
e que podem voltar a morrer fisicamente.
2. O sentido Escatológico - refere-se à ressurreição
física do corpo sepultado, mas no plano espiritual, pois a

pessoas ressurreta não mais terá um corpo material e
corruptível, mas transformado para viver literalmente
num corpo (o mesmo) espiritual (I Co.15.44,52; Jo.5.29).
5.O tríplice modo da Ressurreição
a)Será universal
1.Tanto justos como injustos; salvos ou perdidos
ressuscitarão, uns para a vida. Outros para a morte eterna (Jo.5.28-29; At.24.14-15).
2.No sentido de que a Bíblia varias vezes refere-se
“a ressurreição dos mortos” com um caráter geral,
a despeito das distinções existentes entre a ressurreição dos justos
e dos ímpios.
b)Será dupla
1.A doutrina da ressurreição é focalizada com as devidas
distinções: a dos justos e a dos ímpios (Jo.529; Dn.12.2; Ap.20.4-5).
2.A ressurreição dos justos é chamada de 1ª Ressurreição
engloba a todos os santos, de todas as aeras; e está dentro
do aspecto Sotereológico da ressurreição.
3.A ressurreição dos ímpios é chamada de 2ª ressurreição e
engloba todos os ímpios de todas as eras (Ap.20.13-15).
c)Será literal e corporal
1.Jesus confirmou a doutrina na ressurreição literal e
corporal (Jo.5.25,28,29).
2.Há distinção entre uma ressurreição espiritual
(simbólica) Ef.5.14; e uma ressurreição corporal (literal)
Fp.3.21; I Ts.4.13-17.
3.Jesus ressuscitou corporalmente, podia ser visto e tocado (Lc.24.39; At.1.9-11)
4.O fato de que a Bíblia fala de “corpo espiritual”
não desfaz o fato da ressurreição do corpo material,
que se revestirá por um corpo espiritual (I Co.15.24).
5.Os textos de II Co.5.10; 20.12 respectivamente
apresentam a necessidade da ressurreição do corpo,
(justo e ímpio) para o devido julgamento das obras feitas através
do corpo, bem ou mal.


No livro de TAYLOR CALDWELL – Médico de homens e de Almas.Da página 144 a 146. Fala sobre esse acontecimento, para nossa maior compreensão da importância do evento fenomenal e divino vamos ler.
Nesse terremoto o pai do médico Lucas,escritor de Lucas e Atos dos apóstolos, faleceu.
“De repente, apesar do sol, um som trovejante e cavernoso se fizeram ouvir, sacudindo a casa, e momentaneamente agitando as árvores para além da porta aberta. O silêncio foi seguido por uma espécie de augúrio nefasto. Cusa foi até a porta e olhou para o jardim. A grama, as flores, as próprias fontes pareciam apanhadas e aprisionadas em luz absoluta, ao mesmo tempo terrifica e estranha. Cada cor se intensificara e tomara vagamente uma qualidade de terror. Cusa percebeu que arquejava; era como se tivesse levantado à tampa de uma caldeira. Olhou para o céu. Ali, a luz mostrava-se curiosamente cobria, obscurecendo o azul. Ah!, Pensou Cusa, vamos ter mau tempo. Conhecia aquelas rápidas tempestades semi-tropicais, violentas e destrutivas. Passavam rapidamente, porém, jamais, entretanto, vira luz tão semelhante ao latão. Num momento a terra tornou-se de cor citrina. Mesmo as palmeiras banhavam-se em claridade ocre, e as folhas das árvores caducas amarelaram. As folhas da relva eram cor de topázio. Os lírios brancos fizeram-se morenos. Uma inquietação e um pressentimento feriram o ar. E o calor cresceu insuportavelmente enquanto o sol parecia aumentar de tamanho, tornar-se o escudo de ouro do próprio Zeus, voltado para o mundo e exibindo sua intensa cor de açafrão. Não gosto disso, pensou Cusa. Como que respondendo, numa zombaria dos deuses, os céus explodiram em chama ambarina. A fúria atirou-se às árvores, às palmeiras, às próprias folhas de relva, e elas torceram-se incontrolavelmente. Livros voaram de sobre a mesa de mármore da sala de aula. Houve um grito estridente e insuportável no ar, como que de milhões de papagaios que tivessem enlouquecido. As cores todas desapareceram do jardim, perdidas numa fulguração ictérica. O mundo todo ficou amarelado!, Pensou o assustado Cusa. Lutou com a porta, pois o vendaval se tinha transformado em golpes selvagens contra seu corpo. Chamou Lucano (Lucas) para ajudá-lo, e sua voz foi carregada pelo vento. Mas o jovem grego estava a seu lado. Foi preciso que reunissem suas forças, para fechar a porta, e depois ficaram ali, arquejantes, olhando um para o outro. Não houve oportunidade para falar. O trovão, contínuo e ensurdecedor, envolveram-os, acompanhado de terríveis e contínuos coriscos cor de limão. O piso ressoava seguidamente sob seus pés. Ambos mantinham a boca aberta, lutando para respirar, pois o calor era como a ardência de muitas fornalhas. Uma ou duas vezes ouviram um som selvagem, como de águas em tormenta. Depois, veio a chuva, não constantemente, mas em lençóis pesados de água pura e esmagadora. Cusa e Lucano foram para a mesa de mármore, que tremia sob suas palmas suadas. Os lábios de Cusa moviam-se em frenética oração. Lucano observava-o, sua boca se curvava, desagradavelmente. Cusa, parando por um momento em suas preces, ficou espantado com a expressão do jovem. Continuou a rezar apressadamente, conforme o trovão retumbava como se sobre a terra passassem as rodas de uma poderosa biga, mas ficou pensando. Os relâmpagos inflamados faiscavam e tornavam a faiscar no rosto de Lucano, naquela sombra ictérica, e pareciam estar ferindo o rosto de uma estátua trágica. Uma e mais vezes a terra estremeceu. O vendaval batia de encontro à porta de bronze com punhos de ferro. A cortina da janela estendeu-se para fora, direita, como vela encapelada de um barco. Enceguecido pelos relâmpagos, e tiritando até dentro do coração, Cusa cobriu os olhos. Não viu a água começando a filtrar por baixo da porta. Primeiro, veio como se lançasse gavinhas, tremulamente. Depois, correu em regatos serpentinos, mais largos, luzindo e refletindo os coriscos. A seguir foram lençóis, levantando-se, fluindo, torcendo-se. E cobriu o piso de mosaicos. Quando alcançou as sandálias de Cusa, ele deu um salto e abriu os olhos. Lucano, porém, não se moveu. Tinha a cabeça abaixada e parecia meditar. Com certeza isto acaba logo, pensava o professor tomado de pânico. Mas a tempestade aumentava de intensidade. Parecia devorar a terra em fogo. O som estranho acentuava o mugido do trovão, um som ipitado, indescritível. Cusa perdeu a noção do tempo. Se os pilares da casa ruíssem, se as colunas se espalhassem, ele não se teria surpreendido. Ninguém se aproximou da sala de aula pela porta interna. A casa inteira acovardara-se. Ocasionalmente, o forte clamor do trovão era acompanhado de um som de algo que voa em lascas, numa reverberação de chama, e uma árvore era atingida. As paredes brancas do aposento palpitavam em vagas de brilho, que se apagavam, momentaneamente, em semi-obscuridade, e depois acendiam-se de novo. Jamais Cusa testemunhara semelhante temporal”. Prefácio Este livro levou quarenta e seis anos para ser escrito. A primeira versão foi escrita quando eu tinha doze anos de idade, a segunda, vinte e dois, a terceira, vinte e seis, e durante todos esses anos o trabalho em relação a ele não cessou. A última versão teve início cinco anos atrás. Foi impossível completá-la, como tinha sido impossível completar as outras versões, até que meu marido e eu visitamos a Terra Santa, em 1956, e ele me pôde dar as informações para O ultimo terço do livro, bem como sua assistência. Desde a minha primeira infância, Lucano, ou Lucas, o grande apóstolo, obcecou minha mente. Foi ele o único apóstolo que não era judeu. Jamais viu Cristo. Tudo quanto está escrito em seu eloqüente mas limitado Evangelho foi adquirido através de pesquisas, ouvindo testemunhas, a mãe de Cristo, os discípulos e os apóstolos. Sua primeira visita a Israel teve lugar quase um ano depois da Crucificação. Ainda assim, tornou-se ele o maior dos apóstolos. Como Saulo de Tarso (mais tarde Paulo, o apóstolo dos gentios), ele acreditava que Nosso Senhor viera não só para os judeus, mas também para os gentios. Tinha muito em comum com Paulo, porque também este jamais vira o Cristo. Cada um deles tivera uma revelação individual. Aqueles dois homens encontraram dificuldades com os primeiros apóstolos, porque estes últimos acreditaram, obstinadamente, durante muito tempo, mesmo depois de Pentecostes, que Nosso Senhor tinha encarnado e morrido apenas para a salvação dos judeus. Este livro trata de Nosso Senhor apenas indiretamente. Não há romance e nem livro histórico que possam transmitir a história de Sua vida tão bem quanto a Bíblia. Assim, a história de Lucano, ou São Lucas, é a história da peregrinação de todos os homens através do desespero e das trevas da vida, através do sofrimento e da angústia, através da amargura e da tristeza, através da dúvida e do cinismo, através da rebelião e da desesperança até os pés e a compreensão de Deus. Essa busca de Deus e da revelação final é a única significação na vida dos homens. Sem essa busca e essa revelação, o homem vive apenas como um animal, sem conforto e sem sabedoria, e sua vida é inútil, seja qual for seu grau de poder e nascimento. Somente para Lucas Maria revelou o Magnificat, que contém as mais nobres palavras de qualquer literatura. Ele amou-a acima de todas as mulheres que chegou a amar. Meu marido e eu lemos literalmente mais de mil livros sobre Lucas e seus tempos, e recomendamos todo tipo de leitura relacionada. Se o mundo de Lucas parecer espantosamente moderno a algum leitor com implicações modernas, realmente isso se verifica. Este livro pode não ser o melhor do mundo, mas foi escrito com amor e devoção pelo nosso próximo, e assim é entregue finalmente em vossas mãos, pois que ele se relaciona com toda a humanidade. Quase todos os acontecimentos o cenário do início da vida de São Lucas, a idade adulta e a busca, bem como a família e o nome do pai adotivo são autênticos. TAYLOR CALDWELL


II - A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO
1.O tempo da 1ª ressurreição
a)Dividi-se em três tempos (ou fases) distintos a 1ª ressurreição:
1.1° Tempo (fase) - refere-se a ressurreição de cristo e
alguns santos do Velho testamento, e são chamados
“principais”(primícias) dos mortos( I Co.15.20; Mt27.52-53).
2.2º Tempo - refere-se a ressurreição dos mortos em cristo
(da era neotestamentária) no arrebatamento da igreja
(I Co.15.51-52; I Ts.4.14-17).
3.3º Tempo - refere-se às “espigas da colheita”
(isto é, aqueles que não foram colhidos na colheita oficial)
no período da Grande Tribulação e são chamados de
“os mártires da Grande Tribulação”. (Ap.6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5)
b)Explicação da primeira fase da 1ª ressurreição.
1.“Cristo” - o primogênito dos mortos, isto é, o primeiro a
ressuscitar (Ap.1.5; Cl.1.18)
2.A palavra “primícias” de I CO.15.23 está ligada e figurada à
colheita de trigo, quando era feita a colheita do primeiro
MOLHO ou a 1ª ceifa madura era movida perante o Senhor (Lv.23.10-12).
3.“Primícias” eram os primeiros frutos da colheita, diz respeito
ao primeiro “MOLHO” colhido na ressurreição do Senhor Jesus (Mt.27.52-53).
4.Esses “santos ressuscitados” nas primícias são os santos do
Velho Testamento.
5.Jesus, “o grão de trigo” (Jo.12.24) que caiu na terra e
morreu, produziu “muito fruto” na ressurreição.
6.Existem varias suposições acerca desses “santos ressurretos”
(Mt.27.52-53). Alguns acham que as “primícias” incluem todos
os santos do Velho Testamento, e não apenas um grupo; porém, não há evidência escrita escriturística acerca dessa opinião.
c)Explicação da 2ª FASE (tempo) da Ressurreição
1.O texto de I Co.15.23 diz: “Cristo, as primícias;
“DEPOIS OS QUE SÃO DE CRISTO, NA SUA VIDA”;
o qual indica literalmente que a ressurreição na Sua ainda (o Arrebatamento) refere-se aos crentes em cristo.
2.É a ressurreição dos fiéis cristãos que se encontrarão
com Ele nos ares (I Ts.4.16,17).
3.A colheita da “primícia” da 1ª Fase foi o primeiro
“molho de trigo” colhido; então, a 2ª fase é a “colheita geral”
dos santos do Velho Testamento.
4.Não há nenhum texto específico que prove que os
“santos do Velho Testamento” participam da colheita geral no
arrebatamento.
Se não for com a igreja, onde ressuscitam os mortos justos?
5.É claro que “esses santos” não fazem parte da esposa do
cordeiro, mas são os convidados do Esposo para as Bodas (Lc.13.28,29).
d)Explicação da 3ª Fase (tempo) da 1ª Ressurreição (Ap.20.4,5).
1.Essa explicação se dará centro do paraíso da
Grande Tribulação, após o Arrebatamento da Igreja.
2.Na tipologia* da “Festa das Primícias”
(Lv.23.10-12), três coisas acontecem:
a)A colheita das primícias (os primeiros frutos maduros)
Lv.23.11 - diz respeito ao primeiro molho colhido da
1ª Ressurreição, que é Cristo e os santos ressuscitados
na sua morte (I Co.15.20).
b)A colheita geral - diz respeito a ressurreição dos fiéis no
arrebatamento da igreja (I Ts.4.16).
c)A colheita das espigas, ou seja, as espigas caídas na Sega
geral (Lv.23.22); diz respeito aos salvos dentro do
período da Grande Tribulação: os judeus
(144 mil) Ap.7.4; 14.1-4 e os gentios salvos Ap.7.9-17.
*Tipologia: é uma ilustração do Antigo Testamento que, embora
tenha um lugar e objetivo na história Bíblica , também é
divinamente designado para pré-figurar alguma verdade neo
testamentária referente ao reino de Deus.
2.Natureza dos corpos ressurretos
a)Será o mesmo corpo sepultado, porém, transformado (I Co.15.35-38).
b)Será um corpo glorioso igual ao corpo ressurreto de Jesus
(Fl.3.21). Real - Lc.24.39; Reconhecível - Jo.20.16; Poderoso - Jo.20.19
c)Não será de “carne” nem sangue (ICO.15.50,51); isto é, nada corruptível
(Hb.2.14;II Co.5.1-6).
d)Será incorruptível; não sujeito à decomposição;
à enfermidade e à dor (IÇO.15.42).
e)Será glorioso, como Jesus em sua Transfiguração
(I Co.15.43 cp. Mt.17; Ap.1.13-17).
f)Será forte, não sujeito a cansaço, fadiga ou
debilidade (I Co.15.43).
g)Será espiritual, não material, já que nada material e
temporal antra na presença de Deus; é “corpo espiritual”, não
espírito sem corpo (I Co.15.44).
h)Será celestial, não mais terreno (Co 15.49-57).
III - A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
1.O tempo da segunda Ressurreição
a)Jesus distinguiu as duas ressurreições:
“dos justos e dos maus” (Jo.5.28-29).
b)Alguns intérpretes colocam as duas ressurreições como
“um só evento” e “um mesmo tempo”, apenas com a distinção de que
“uns ressuscitarão para vida” outros “para a perdição”
(teoria largamente refutada).
c)A João em Patmos, Jesus revelou que outros mortos não
reavivem até o “fim dos mil anos” (Ap.20.5-12).
d) Será depois do “MILÊNIO”, e diante do Trono Branco,
o Juízo Final para o julgamento (Hb.4.13).
2.A natureza dos corpos ressurretos dos ímpios
a)Se levantará um corpo espiritual inglório.
b)À semelhança dos justos no Hades, as almas e espíritos
se unirão a seus corpos para julgamento da obras
(Hb.4.13; Rm.2.5-6; Hb.9.27).
3.O estado final dos ímpios depois da ressurreição
a)Ressuscitarão para uma “segunda morte” (Ap.21.8);
não no
sentido de ANIQUILAMENTO, mas para sofrimento eterno e consciente.
b)Serão banidos para sempre da presença de Deus.
c)Esse estado final será no “GEENA”, chamado “Lago de Fogo”
d)Será um tormento eterno (Ap.14.10-11).


CONCLUSÃO: O Estado Eterno referente aos justos e aos ímpios
depois das respectivas ressurreições merece um estudo à parte.
Portanto, que o Espírito Santo aclare outras verdades não
expostas neste estudo.
Pastora Rosangela Colares
Dezembro de 1992